Mais uma para o dia dos papais
Quando eu for pai...
Por Adriano Machado
Há algum tempo me casei, constituindo então minha família, e a idéia de ter filhos vem ganhando, a cada dia, espaço em meu coração e no de minha esposa.
Às vezes, surpreendo-me pensando e refletindo em quando eu for pai... Quando eu for pai, não tenho a pretensão de ser o melhor pai do mundo, mas sim de ser o melhor pai que eu puder ser.
E, para isso, terei de esforçar-me, pois tenho aprendido que para ser é preciso saber.
Saber ser pai! Será que tem jeito? Também tenho descoberto que é preciso adquirir conhecimentos que me habilitem a ser com propriedade, com dignidade e integridade.
Conhecimentos! Eis aí a matéria-prima de que necessito para ser um bom pai. Mas, quais seriam esses conhecimentos? Existe curso para ensinar a ser pai? E mesmo que exista, qual seria a grade curricular desse curso? Como adquirir tais conhecimentos? Algo que tenho compreendido é que planejamento e prática são uma boa parceria.
É preciso levar à prática o que se pensa. E as experiências, no dia-a-dia, vão validando ou não o acerto ou o desacerto no que pensei e planejei. É também com as experiências que se pode aprender como aperfeiçoar-se, como fazer melhor. Mas isso também vale para a tão nobre tarefa de ser pai? Quais conhecimentos demandam um bom pai?
Primeiramente, é bom que eu cuide melhor da minha imaginação, pois esta costuma projetar cenários fictícios, deixando para trás a verdadeira realidade. Não pretendo ser um super-homem, mas quero – isso sim! – ser um bom pai!
Ao pensar nessa questão, imediatamente concluo que não há fórmulas mágicas; de nada me adiantaria listar os dez ou mais preceitos para ser um bom pai, se não construir, em meu interno, na minha consciência, um arquétipo de pai e, a partir daí, empenhar-me para ir em direção a esse pai que eu quero ser.
Pai, palavra tão pequena, mas de imenso valor! Faço uma pausa em minhas reflexões para recordar o valor de meu pai na minha vida. Meu pai é exemplo de muitas virtudes: sempre lutou com honra e honestidade. Ele, junto de minha mãe, é que propiciaram conforto e segurança à nossa família. Aprendi com eles que a felicidade está no caminhar e não no destino final. Recordo-me também de eles afirmarem que ser bom é ser mais consciente.
O mais importante que recebi de meus pais foi uma educação que me possibilitou, desde pequeno, sentir e entender, pouco a pouco, que a vida é uma grande oportunidade. Tenho aprendido com a Logosofia, ciência base da Pedagogia Logosófica, que educar é uma das tarefas mais sublimes que alguém pode assumir depois de cuidar do próprio aperfeiçoamento.
Somente quando eu for pai é que realmente saberei o que significa tudo isso, mas, até lá, nada melhor do que, desde já, eu ir me preparando e aprendendo a ser melhor, pois, assim, poderei cumprir essa nobre e importante missão. Ser melhor!
Hoje tenho plena convicção de que os valores morais e espirituais orientam a vida, e é imprescindível fazer com que eles, a cada dia, presidam as minhas ações. Assim, estarei seguro de estar cumprindo a minha parte para que as gerações futuras sejam mais felizes que a atual, a começar pelos meus futuros filhos, quando eu for pai...
(Adriano Machado pertence ao quadro docente da Fundação Logosófica de Belo Horizonte

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